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Janete Capiberibe representa PSB em sessão de homenagem a José Martí
Partido Socialista Brasileiro - PSB
Deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) Foto: Agência Câmara
01/07/2008 - 17:52
A luta de Cuba pela independência, desde o domínio espanhol até os dias de hoje, foi o tema predominante da sessão solene realizada nesta terça-feira (1°), pelo Congresso Nacional, em homenagem aos 155 anos de nascimento do líder cubano José Martí. A deputada federal Janete Capiberibe, do Amapá, foi a parlamentar que representou o Partido Socialista Brasileiro (PSB) na homenagem, que contou também com a presença do primeiro secretário nacional da sigla, Carlos Siqueira.

A sessão foi aberta pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que presidiu a Mesa até o momento em que deu lugar à presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, deputada federal Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) – autora da proposta da sessão solene. Entre os representantes diplomáticos, deputados e senadores que participaram da homenagem aos 155 anos de nascimento de José Martí, estavam o embaixador de Cuba, Pedro Núñez Mosquera, e o presidente da Assembléia do Poder Popular de Cuba, deputado Ricardo Alarcón de Quesada.

O herói cubano, que ficou conhecido na Ilha como “apóstolo”, nasceu em 28 de janeiro de 1853 e foi morto por tropas espanholas aos 42 anos. Viveu como exilado na Espanha e nos Estados Unidos, onde escreveu sobre a ameaça para toda a América Latina representada pela expansão do poder norte-americano. O aspecto latino-americano e antiimperialista da luta de José Martí foi ressaltado pelos senadores José Nery (PSOL-PA), João Pedro (PT-AM), Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Eduardo Suplicy (PT-SP), que assinaram, junto com a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o requerimento para a sessão de homenagem.

Janete Capiberibe referiu-se a José Martí como um homem que entregou toda sua vida à causa do povo cubano e dos demais povos do Continente. A deputada, no entanto, observou que a definição é uma afirmação insuficiente para destacar uma pessoa que alcançou uma vasta cultura como poucos em sua época. “O domínio da literatura, da poesia e do jornalismo, efetivado por Martí como poucos, o destaca como um cidadão que, mesmo diante de tantos obstáculos, ainda encontrava tempo para dedicar-se à política”, ressaltou.

Para ela, a figura de José Martí, assim como a de outros líderes cubanos como Guevara e o próprio Fidel Castro, serviram de inspiração para que a “geração de 68” enfrentasse no Brasil a ditadura militar. “Seus ideais nortearam e ainda hoje representam um verdadeiro legado de exemplo para aqueles que vislumbram a libertação dos povos”, afirmou a parlamentar socialista.

Janete destacou ainda a presença do primeiro secretário do PSB, Carlos Siqueira, lembrando que o mesmo representou ali a presença do presidente nacional da sigla, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, “neto de Miguel Arraes, íntimo amigo do povo cubano”. Para ter acesso ao discurso da deputada Janete Capiberibe, clique aqui.

Também compareceram à homenagem o ministro do Esporte, Orlando Silva, e os atletas brasileiros Fernanda Venturini, Bernard Rajzman e Marcelo Ferreira. Eles foram ao Senado defender a realização das Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de Janeiro.

EXPOSIÇÃO DE FOTOS
Às 15h, foi aberta uma Exposição de Fotos Comemorativa a José Martí, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Mais uma vez, aluta e os ideários da libertação cubana deram o tom nos discursos. O presidente da Assembléia Nacional do Poder de Cuba, deputado Ricardo Alarcón de Quesada, agradeceu o apoio dos parlamentares brasileiros à luta pela libertação dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos há dez anos sob a acusação de espionagem. Alarcón comparou a situação dos cubanos presos nos Estados Unidos e as torturas sofridas por José Martí nas mãos dos colonizadores espanhóis.

Os cinco cubanos presos nos Estados Unidos há dez anos não tiveram, segundo o Grupo de Trabalho de Detenção Arbitrária da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) acesso apropriado a seus advogados. Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero y Fernando González foram detidos em 1998, nos Estados Unidos, acusados de espionagem a favor do governo cubano em instalações militares americanas e em organizações de exilados cubanos nos EUA. Em 2002, foram condenados por um tribunal de Miami a penas que variam de 15 anos de reclusão a prisão perpétua.

José Roberto Azambuja - Assessoria de Comunicação do PSB
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