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A morte do genocída
Partido Socialista Brasileiro - PSB
Roberto Amaral*

 
Fugitivo da Justiça – procurado como genocida e ladravaz –, o ditador luciferino conseguiu fugir da cadeia, mas jamais evitará o opróbrio da história. Lá estará registrado no verbete dos inimigos da humanidade: adversário da esperança, algoz da liberdade, amante da morte. Cresceu na felonia e foi instrumento da traição ao chefe a quem jurara fidelidade e à Constituição a que devia obediência. Mas traiu acima de tudo o povo chileno, de quem roubou a democracia e em troca impôs a ditadura, a tortura e a morte.
Sua memória estará registrada no verbete reservado aos réprobos, ao lado de Franco, Stroessner, Batista, os videlas argentinos e uruguaios, e Somoza, este o único a conhecer a pena merecida. Será lembrado apenas porque a humanidade não pode esquecer, porque jamais perdoará seus crimes. Noutro livro e noutro verbete, no livro da glória e no verbete dos mártires pela liberdade, estarão suas vítimas, e à frente de todas elas estará Salvador Allende, nos ensinando que jamais poderemos descrer da grandeza do ser humano e de sua capacidade de resistir e avançar. Um é o passado, outro é o futuro, um é o mofo, o fumo, a escuridão, o outro é a luz. 
Pinochet, impune, morreu. Mas Allende permanece vivo, porque seus ideais são um patrimônio de todas as gerações.

Viva Salvador Allende. Viva o povo Chileno.  


(*) Roberto Amaral é escritor, cientista político e atual vice-presidente do PSB Nacional
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