Política Internacional - 02/07/2009
Ao falar perante o auditório do máximo foro universal, em sua sede nova-iorquina, o líder hondurenho destacou que a aprovação unânime desse texto eleva fortemente a dignidade dos povos de Honduras e do mundo.
Zelaya disse que tal fato dava forças para continuar a luta pelos únicos princípios que podem fazer valer a Carta das Nações Unidas, os acordos sobre direitos humanos e ao mesmo tempo os valores fundamentais da Humanidade.
Entre essas prerrogativas mencionou igualmente o direito à vida, à liberdade, à justiça, à dignidade individual e coletiva e à participação cidadã.
Essa resolução é histórica e significativa e reforça até o último cidadão da Terra para ter essas grandes conquistas do homem, afirmou o líder legítimo de Honduras.
Depois de denunciar os golpistas que tomaram o poder ilegalmente em sua pátria, disse que pode haver alguns que desprezem essas conquistas e achem que o uso da força e a violência devem seguir imperando sobre a paz e a concórdia pregadas pela ONU.
Zelaya destacou que o governo de fato se encontra profundamente isolado, já que suas ações estão à margem da lei e é por isso que a ONU e todas as organizações regionais de peso, como a Organização de Estados Americanos e a Comunidade do Caribe, rejeitam a atitude anticonstitucional dos golpistas.
Também repudiaram o complô a União de Nações Sul-americanas, o Grupo do Rio, o Sistema de Integração da América Central, a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, a União Européia, os Estados Unidos e a comunidade internacional em general.
O presidente hondurenho relatou em detalhes o vexame a que foi submetido pelos militares golpistas, que o seqüestraram, o maltrataram e o montaram em um avião, rumo à Costa Rica.
Depois de afirmar que fora ameaçado com armas longas, colocadas em seu peito e cabeça, para tirar-lhe o celular, ratificou que não cometeu delito algum ao convocar uma pesquisa nacional para perguntar ao povo hondurenho sobre aspectos de seu destino. Mais adiante explicou que toda sua atuação sempre esteve apegada às leis hondurenhas.
Reiterou que o povo é o único juiz, que tem a potestade em seu país de eleger um Presidente e em caso nenhum esse direito pode ser assumido pelo Congresso.
Os presidentes são eleitos pelo povo e isso o merece a dignidade de Honduras, manifestou.
Sublinhou que os crimes não devem ficar impunes, em clara referência à violação da legalidade com o golpe de estado; contudo, ele, como pessoa, sempre desculpa e perdoa.
Mas o povo e a dignidade da nação não vão perdoar esta barbaridade, que fez retroceder o país.