Este texto é discute o projeto do PSB para 2008 e, nele, o papel da organização. O projeto político é divulgar, na campanha, nosso Programa, fortalecer o Bloco de Esquerda, e não permitir que as teses de nosso campo sejam ensarilhadas. Esse projeto político será alimentado pelo projeto eleitoral, que é eleger, no País, e particularmente em nosso Estado, o maior número possível de prefeitos e vereadores, mas com prefeitos e vereadores comprometidos com nosso Programa, porque, nunca será ocioso lembrar, pior do que não eleger, é eleger mal. Partido não é fim, em si; trata-se de instrumento, veículo, para alcançar um objetivo, em nosso caso a construção de uma sociedade fundada na justiça social. Este fim exige uma tática, e esta está definida na busca do governo mediante o processo eleitoral. Para esta e qualquer tática de conquista de poder, há um a priori: a existência (como meio) de uma organização adequada ao fim.
Desde a reorganização de 1985, que se discute no seio do partido – determinando muitas vezes dissensões e saudáveis deserções – o papel da organização. Porque, lamentavelmente, sempre existiram, e sobrevivem ainda entre nós, os que relevam a plano secundário a organização, despolitizando, e mesmo reduzindo-a a uma mera questão jurídica ou burocrática.
Estamos em face da perigosa separação entre tática e estratégia, entre teoria e prática, entre vontade e ação. Porque não é possível a construção de uma teoria revolucionaria, sem uma organização revolucionária a ela adequada. E a organização revolucionária não é um fim em si, mas um instrumento de materialização do projeto político formulado teoricamente.
Em síntese: a organização partidária é a mais importante teoria política.
Mas é este um dos pontos ainda frágeis de nosso Partido no Estado do Rio de Janeiro, e principalmente em nossa Capital. Por isso entendo que a prioridade partidária, neste ano e nas eleições do próximo ano, deve ser a organização de nosso Partido, a construção município por município, mas igualmente, nossa inserção na sociedade, no movimento social, nas organizações estudantis, nas comunidades. E ganhar a cidade do Rio de Janeiro. Sem a perda do objetivo eleitoral, precisamos dar prioridade à organização partidária no Rio, e o ponto de partida deve ser a eleição de nosso primeiro Diretório Municipal. |